Estação Cabo Branco - Ciência Cultura & Artes


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Oscar Niemeyer

Quando morreu em dezembro de 2012, aos 104 anos, o carioca Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, o “poeta do traço”, deixou um legado inestimável para as artes e Humanidades. Não apenas pela grande produção: mais de 600 obras espalhadas por 15 países. Foi o único a ganhar o Pritzker, o Oscar da Arquitetura. Pensador livre, adorador das formas femininas – nas quais se inspirava para criar monumentos e obras, muitas das quais já nasceram cartões-postais e marcaram suas cidades.

Criador da Pampulha mineira e de Brasília, que o projetou internacionalmente, e lançador de pedras fundamentais da arquitetura moderna em todo o mundo, Niemeyer era a condensação do propósito que levava a arquitetura para fins não só funcionais como belos.

O trabalho em concreto armado, as colunas em desenhos geométricos e as curvas eram a sua marca. Foram também em Brasília, fruto do seu apogeu criativo, permitindo que a arquitetura brasileira atingisse o patamar de arte, com obras que vão ficar para sempre dialogando com as gerações, como o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional, o Itamaraty, a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, a Praça dos Três Poderes.

Em 2008, aos 101 anos, projetou para João Pessoa a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, inaugurada a 3 de julho, um dos seus últimos grandes projetos. Empreendeu o mesmo valor ao traço, agora adornando a ponta do Altiplano-Cabo Branco, em pleno coração de reserva ambiental.

Em 8,5 mil metros quadrados, todos os marcos incontornáveis da arquitetura de Oscar Niemeyer lá estão: uma torre mirante (que valoriza a magnífica vista para o litoral pessoense), auditório, anfiteatro e salas para eventos – até hoje o espaço mais completo de que dispõe a cidade para abrigar educação, arte, ciência e entretenimento. Hoje, a Estação, considerada ponto obrigatório de visitação turística, está citada como destino preferido entre os visitantes. Mérito de um arquiteto que, entre outras qualidades, sabia tirar da pena as formas que combinassem com a natureza que a cercasse.

Mais sobre Niemeyer no site http://www.niemeyer.org.br/